Chef Andrea Hunka

29
set

andrea hunka

Falar de mim me traz a sensação de estar por trás de uma coxia e me revelar, trazer o meu eu. É algo que tenho feito poucas vezes na vida, mas para falar de mim, por mim mesma, é dizer que a pessoa Andrea sente uma sede inexplicável pela vida, por interações e aglutinações. Na grande verdade, por encontros. Amo viver e explorar todas as possibilidades que o mundo me oferece. Sou uma apaixonada e pelas artes faço minha fé, minha missão, aventuras, novos rumos. Descobertas e redescobertas. Vivo em constante ebulição. Sinto essa necessidade de atravessar e romper barreiras. Acho que essa é Andrea.

Sempre fui curiosa e desse muito jovem gostava de brincar com os matos. Nas andanças de meu pai (e graças a ele), pude conhecer vários biomas, e explorar esse universo lúdico e prazeroso da nossa cozinha. A minha cozinha é múltipla, de raiz, muito brasileira. Temas constantes de meu interesse e paixão. Experimentei outros caminhos, mas há três anos, decidi investir na gastronomia e encontrei nesta profissão a minha verdade. Trabalhar com insumos e tirar deles palavras e sensações, poemas e cheiros! A cozinha tem para mim uma sedução e um aconchego ímpar. Nela perpassa a história e nela se faz a história.

O apoio sempre existiu, não só para a gastronomia, mas para a felicidade! Minha mãe sempre quis me ver feliz. No início acho que ficou meio receosa, mas ao longo das conquistas ela se sentiu segura. E meu maior suporte e apoio, sempre foi o da minha filha. E dela eu tiro as maiores inspirações sobre as minhas loucuras e viagens gastro literárias. Nisso tive sorte, porque sou movida por uma força que me impulsiona pra frente.

O mercado hoje permite ao cozinheiro várias possibilidades, é competitivo e está se profissionalizando cada dia mais. Já passamos da fase do modismo e estamos caminhando para a legalização da profissão e a possibilidade de novos rumos. A gastronomia é diversa, e nos permite adentrar em vários âmbitos. Vejo excelentes oportunidades, porém só se estabelecerá aquele que estiver nos padrões da excelência, e “antenado” com a qualificação de seu trabalho.

Gastronomia é história e conta a verdade e as singularidades da humanidade. Através de pesquisas e estudos, a humanidade tem essa ligação com a gastronomia desde os primórdios e, ela evoluiu com o homem. Foi ela a primeira fonte de poder e aglutinação das raças. E dela veio muitas das grandes descobertas humanas. Não obstante, a antropologia caminha com a gastronomia. Então, mais que fonte de subsistência dos seres, a gastronomia é arte, sedução e história. Na minha cozinha é o elo que traz o mundo real e o surreal, mistura e me possibilita brincar com os sabores, traçando novos caminhos. Então a gastronomia é a minha verdade, meu jeito de afagar e festejar a vida.

O empreendimento nosso,

 AH Produção e Sabor nasceu desse sonho, dessa vontade de unir as artes, a gastronomia e trabalhar com essa junção. Nossos projetos estão voltados para diretrizes sustentáveis, economia criativa e a valorização da nossa arte e cultura. O que é importante é a interação e divulgação de nossas raízes e linguagens diversas. Esse ano foi de grandes realizações e uma delas foi o surgimento da empresa e si. Da união e parceria do mundo das artes com o âmbito empresarial. Estamos neste momento voltados à produção da exposição da artista plástica paulista Elisa Lobo no MAC. E planejando outras novidades.

Mensagem da chef: Que é preciso amar o que se faz que devam seguir seus sonhos, mas ter os pés fincados no chão. Avaliar suas convicções, saber que antes de serem líderes, é preciso aprender a ser liderado, estudar e ser curioso, não só na área da gastronomia, mas buscar fontes em todas as áreas. A gastronomia tem suas vertentes, e nisso os que a seguirem como missão, têm a versatilidade como ponto positivo. No mais, seguir o coração, buscar emoção no que se faz, porque só assim, estarão aptos para enfrentarem o ônus e o bônus de qualquer profissão.

Receita da chef

abobrinha

Foto ilustrativa

Um vento leve do leste me lembrou de delicadezas, então pensei em escrever para vocês pequenas indulgências, lanchinhos saborosos que não só alimentem a fome, mas principalmente a alma…humm!

Pensei em usar abobrinhas italianas e lembrar que elas cozidas da forma certa são excelentes fonte de potássio, pouco calórico e com uma textura maravilhosa, além de que no verão é melhor período de sua safra, que dá o ano todo.

Então vamos lá,

As abobrinhas precisam estar novas e tenras, devem ser lavadas e passar uns cinco minutos em solução clorada, aí então, coloque-as à mesa… Corto-as ao meio, na forma longitudinal…Não descasque a abobrinha, parte de seus valores estão nas cascas. Retirei a polpa e corto-as em cubinhos delicados, reservei. Com uma frigideira ao fogo esquentei um fio de azeite, mas eu prefiro o óleo de coco*. Se conseguirem dá um toque delicioso ao preparo, além do fator saúde, o óleo de coco não frita, que é mais saudável. Bom, mais vamos lá! Esquentei o azeite/ óleo de coco e coloquei a cebola roxa bem picadinha e uma leve pitada de sal, refoguei por cinco minutos, depois despejei a polpa da abobrinha e um pouco de pimenta calabresa, deixei por dois minutos e desliguei o fogo. Juntei xerem de castanha de caju, uvas passas brancas e queijo feta ( 75g) esfarelado. Coloquei o recheio nas abobrinhas e leve-as ao forno que devem já pré-aquecer a 200 C. Servi regada com azeite. Hummm! Um lanchinho saudável e uma misturinha mediterrânea e brasileira…

 

Chef Hugo Boaventura

22
jun

opcao3

É natural de Recife, mas mora em Vitória de Santo Antão, desde que nasceu. Têm 27 anos, casado com Priscila, pai de Sofia Boaventura. Atualmente é professor de várias disciplinas do curso de gastronomia da FACOL e estuda Direito na mesma instituição.

Chef  Hugo Boaventura desde pequeno arriscar-se no fogão, conta que fazia ovo, macarrão e saladas antes dos 10 anos de idade. Sua mãe tinha  um Buffet e sempre era comum ele estar na cozinha para “ajudar” (comer). Quando já por volta dos 12 anos, seu irmão, que sempre foi muito magro, exigia que tivesse as comidas gordas (biscoitos, refrigerantes e etc.) e para ele (Hugo)  tudo era escondido menos as comidas que exigiam preparo. Como tinha uma vida noturna (vagando pela casa), começou  a cozinhar para “passar o tempo”. Passado alguns anos, foi morar sozinho, e fazia questão de ir fazer a sua comida todo dia, que o fazia bem. Depois conheceu o curso de gastronomia e aquilo mexeu com sua cabeça e decidiu mesmo enfrentar às varias barreiras cursar a gastronomia, e vi que aquilo era mais que uma profissão sua paixão, e está até hoje.

Sua família em termos pensava que ele queria um tempo (na época cursava engenharia civil), que era um lazer. Na verdade a maioria pensou isso, depois quando viram que era sério, derem o apoio que todo pai dá ao filho. Mas ainda perguntavam constantemente quando voltaria para engenharia, mas hoje eles veem que a batalha é dura mais ele não foge da luta. Tem persistência para buscar o que quer e que acha que é o melhor para si.

Gastronomia para o chef Hugo “é uma ciência que envolve muito mais que estar na frente das panelas. É uma questão de sociedade. Uma sociedade se descreve através do que ela come e como ela se comporta a mesa. É o prazer em fazer alguém feliz. É entender por que a cocção deu errada e saber onde concertar (quando possível)”.

Fizemos uma pergunta como na atualidade  está o mercado gastronômico ele nos relatou que sempre foi bom para quem não tem medo de trabalhar e aprender. Já trabalhou de graça e já ganhou dinheiro merecido pelo serviço oferecido. Para quem QUER entrar no mercado ele está em ascensão.

Mensagem do chef para quem deseja seguir carreira na gastronomia:

“Depende em qual área ela quer atuar. Se quiser ir para as panelas, a primeira dica, estude bastante história e geografia. Depois conheça bem a legislação alimentar. Conheça todas as técnicas básicas de cortes e cocção. Aprenda a fazer caldos básicos. Sim termos técnicos são importantes. E por ultimo tenha bom preparo físico (às vezes isso é o que mais conta para o futuro profissional)”.

Receita do chef

Risoto de jerimum com Magret de Canard em redução.

Ingredientes:

Para o risoto:

  • 120g de arroz arbório
  • 100g de cebola ralada
  • 500 ml de caldo de pato
  • 40g de parmesão ralado
  • 100 ml de vinho
  • 180 g de jerimum
  • 80 ml de creme de leite
  • 20 ml de vinho
  • 10 ml de azeite

Para o magret de canard e redução:

  • 1 peito de pato
  • 50 ml de vinagre balsâmico
  • 75 ml de shoyu
  • 50 g de açúcar
  • 3 g de canela em pó
  • Q.B. de alecrim e manjericão
  • Raspas de 1 limão

Modo de preparo:

Risoto:

Cozinhe o jerimum até fica em ponto de amassar. Passe no liquidificador com o creme de leite, o azeite, a menor parte do vinho, corrija o sal e a pimenta. Reserve.

Em uma panela quente refolgue em manteiga a cebola, acrescente o arroz e o vinho e mecha até secar, vá acrescentando o caldo de pato até aproximadamente 12 minutos. Após esse tempo vá acrescentando o creme do jerimum e mexendo sempre até chegar ao ponto (por volta de 17mim). Finalize com o parmesão ralado. E sirva imediatamente.

Redução:

Misture bem todos os ingredientes e leve ao fogo. Deixe reduzir até um ponto próximo ao de mel.

Magret de carnard

Tempere com sal e pimenta a gosto. Chapei até o ponto (3 a 5 min de cada lado).

Montagem:

 Sirva o risoto ladeado pelo magret e derrame a redução sobre o magret.

 teste do prato 14.11 003teste do prato 14.11 001

Chef Rodrigo Basílico

09
jan

Rodrigo basilico

Cresci numa família de trabalhadores, e minha mãe saía cedo pra trabalhar, onde deixava meu almoço pronto, desde cedo no prato. E, como micro-ondas na época era artigo de luxo, a comida ficava fria, feia. Contudo, resolvi ler os rótulos de tudo o que tinha na dispensa e ir fazendo algo novo, todos os dias… rsrsrsrs

Eu sempre gostei de receber amigos, familiares. E sempre fazia algo pra comer, em vez de comprar pronto. Todos achavam que eu deveria entrar no ramo… Achavam que eu tinha “jeito” pra coisa. Depois de muito tempo, entrei para a faculdade de gastronomia. Depois de alguns anos, abri um pequeno restaurante. Onde tudo começou entre idas e vindas, não tive uma sociedade próspera, e o restaurante fechou.

Minha mãe queria que eu fosse Diplomata, Embaixador… Deve ter ficado muito satisfeita com minha escolha… (risos).

Eu cozinho e nas horas vagas, cozinho também! Gastronomia… Bem, acima de tudo, um prazer.

 Em relação às outras profissões posso dizer que já existe uma interação, e que deveria existir mais e em recife, existem vários eventos, onde há essa interação: Arquitetura/gastronomia, Feira de negócios/gastronomia, Feiras de artesanato/gastronomia, Congressos/gastronomia… Acredito que deveriam acontecer mais.

No Brasil, já existe esse requinte com o que temos nas mãos. Produtos sazonais, cozinheiros criativos… Chefs internacionais, radicados no Brasil, dão um verdadeiro show nesse assunto. O sucesso da cozinha internacional é muito grande e os produtos usados por esses Chefs são produtos da terra. E se um Chef fizer o mesmo com os produtos daqui, usando criatividade, dá virar uma ótima cozinha.

Eu tenho uma Trattoria que saiu do papel, literamente, à força. Detalhe, a Trattoria Basílico, não tem endereço de venda… Mas, tá em todo lugar. kkkkk E, o próximo projeto, é abrir a tão sonhada, projetada, pensada loja de massas… o Pastifício Basílico. Loja especializada em massas, frescas recheadas, e de grano duro, molhos, comidinhas, com serviço para eventos.

Mensagem aos jovens: Entrem na gastronomia, mas, só se for com respeito, humildade, vontade de aprender cada dia mais.

 

Chef Duca Lapenda

05
jul

Duca Lapenda

Duca Lapenda é chef e dono do restaurante POMODORO CAFÉ em Recife, é recifense, casado, tem 46 anos, e tem 3 filhos é ex-hoteleiro, comerciante e pecuarista, foi atuante em várias atividades empresariais. Gastronomia para Duca Lapenda é essência para sua vida, e há 12 anos se dedica a “arte de cozinhar”. Duca Lapenda descobriu o gosto pela cozinha desde muito jovem, mas não poderia ser diferente, ele é neto de portugueses e italianos. A inspiração dele vem da sua própria  história, de viagens e literatura, é colecionador com mais de 3 mil publicações a respeito. Perguntei s ele faz algum estudo prévio na elaboração de pratos e ele revelou que depende muito do momento e o processo criativo varia de acordo com o “timing” do dia.

POMODORO CAFÉ, nasceu em Gravatá em 2000, e após 1 ano e 8 meses de sucesso na Serra das russas no agreste pernambucano, em 2002 se transferiram para zona sul de Recife e desde então tem sido uma história de conquistas e reconhecimento. E a inspiração do surgimento do restaurante veio das inúmeras casas que ele frequentou ao redor do mundo e das receitas de família. Para ele cozinhar é uma terapia de amor por oficio dele e ama muito que faz. Fez inúmeros cursos de gastronomia, mas, nenhum acadêmico, e se considera autodidata.

Profissionalmente cozinha há 12 anos, mas, como amador há 35 anos e diz que cozinhar para ele é muito natural e se sente a vontade e relaxado e é muito exigente na cozinha sem ser chato. Adora fazer todo tipo de prato, mas sua preferência é pelos pratos de massa recheados, e diz que é muito legal misturar a pasta, abrir, rechear, cozinhar e servir, ele é amarrado nisso. Ao longo da história do POMODORO CAFÉ, o restaurante se tornou um marco positivo na cena pernambucana, fazendo a cozinha com assinatura italiana para brasileiros, conquistando na estrela Guia quatro rodas a premiação por vários anos consecutivos o melhor restaurante italiano do estado.

 

 

POMODORO CAFÉ

Qualidade

Lugar de aconchego familiar

 

Ambiente de prazer para as famílias pernambucanas