Chef Arthur Sauer

30
mai

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Chef Arthur Sauer reside em Santo André – SP e tem 34 anos e é chef de cozinha formado na França em 2005 pelo Institut Paul Bocuse, situado em Lyon. Desde pequeno sempre gostou de cozinhar e costumavam a fazer suas reuniões de família dentro da cozinha. Acostumado a ver sua mãe cozinhar muito rápido, porque trabalhava muito, aprendeu tudo o que podia com ela e mais ainda em suas experiências fora e dentro do Brasil.

Relacionado ao apoio da família nos relata que seus pais achavam que sempre o ser humano deveria fazer o que gostam. Arthur Sauer era jornalista, mas, não era feliz na profissão. Quando decidiu ir para gastronomia, seus pais o apoiaram e o incentivaram a sua ida para a França. Sem o apoio dos pais, não seria nada hoje. Sempre foram visitar o Chef Arthur nos restaurantes que trabalhou, elogiavam ou criticavam seus pratos, para que cozinhasse melhor a cada dia.

Gastronomia para o chef Arthur Sauer é “Nada além de passar experiências vividas em um prato. O nhoque da avó, o leitão a pururuca do tio, a peixe assado que aprendeu em outro país, resume-se a isso. Gosto de servir aquilo que gosto de comer. Brinco que sempre que servia algum prato que não era muito fã, não conseguia fazer o meu melhor. Afinal, não é a toa que dizem que cozinhar sem vontade, amor, ou seja, lá qual palavra use, nunca dá certo”.

Atualmente faz somente consultorias em restaurantes e hotéis e muitos eventos particulares, de 2 a 30 pessoas. Gosta de servir quem olha no seu olho enquanto come, assim saberá se esta gostando ou não. Ficar trancado dentro de uma cozinha de restaurante, olhando para as paredes, não o agrada mais. As consultorias são muito variáveis, afinal já montou cardápios, equipes, organizou cozinhas e até montou o restaurante da planta até entregar a chave ao dono.

Sobre o Programa Cozinha sob Pressão nos relata que entrou com o objetivo de ganhar o programa. Sabia que ganhar o traria muita visibilidade e mais trabalhos, consultorias, eventos, como já havia fazendo antes. Participar de um reality nunca esteve nos seus planos, muito menos ganhá-lo. Mas se divertiu muito, tanto participando, quanto ganhando. A sensação é única e duvido que vá senti-la de novo.

Mensagem do Chef para quem deseja ingressar no mercado gastronômico:

“Tenham muita coragem, garra e esqueçam o orgulho em casa. Orgulho não coloca pão e leite na mesa, não paga conta. Já fui humilhado muitas vezes dentro de uma cozinha e hoje estou aqui. Não se deixe abater por tão pouco. Pegue o melhor da bronca que levou e esqueça a parte ruim. Aprenda todos os dias com os outros. Todo mundo tem alguma coisa para aprender e para ensinar. Eu aprendo todos os dias: uma receita de uma tia, uma técnica de um estagiário, um ingrediente de alguém do facebook. Não tenha preconceitos”

 

Receita do Chef:

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MEXILHÕES COZIDOS AO VINHO BRANCO COM BATATAS FRITAS

Moules-frites

  • 20 unidades de mexilhões limpos e com casca
  • 10 g de manteiga
  • 10 g de cebola
  • 5 g de salsinha picada
  • 100 ml de vinho branco
  • 300 ml de creme de leite
  • 5 g de sal
  • 5 g de pimenta

 

MODO DE PREPARO

Em uma panela, derreta a manteiga e acrescente os mexilhões. Adicione a cebola picada e salteie. Coloque o vinho branco para deglacear e deixe reduzir pela metade. Acrescente o creme de leite. Deixe engrossar. Acerte o tempero com o sal e a pimenta. Decore com a salsicha picada.

 

BATATA FRITA

  • 2 batatas
  • 5 g de sal
  • óleo da fritadeira

MODO DE PREPARO

Descasque as batatas e torneie cada uma. Corte em quatro parte iguais. Aqueça a fritadeira a 180˚. Frite as batatas até que fiquem macias por dentro e crie uma camada fina por fora. Retire do fogo e leve ao freezer até que fiquem geladas. Na hora de servir, frite a 250˚ até formar uma casca crocante.

Chef Paschoal Iuliani

25
ago

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Meu nome de batismo é Paschoal Iuliani, como o diminutivo (em italiano) é Pascoalino, sou conhecido por Lino desde que nasci, por isso que gosto de ser chamado de Chefe Lino.
Minhas primeiras experiências na cozinha, vieram do tempo em que fazia faculdade de engenharia em Santos, cozinhando na república os pratos que aprendi com a mama, assim eu ficava isento de pagar os ingredientes.

Quando resolvemos em família, voltar à Itália em 1981, montamos um restaurante na cidade de Fano, misturando a gastronomia típica local, com a da região de Molise, onde meu pai nasceu e alguns pratos brasileiros. Nesta época, frequentei a escola Alberghiera na Itália e nunca mais saí da cozinha. Não por obrigação ou necessidade, mas realmente pelo atrativo que ela sempre causou em mim.

Acho que tive um começo do modo certo, tratei de aprender o básico, sem pular etapas. Naqueles tempos, não tinham grandes estrelas gastronômicas, éramos apenas cozinheiros, tentando arrancar elogios de nossos clientes e amigos. Eu não queria ser melhor do que ninguém queria apenas aprender e aprender. Não havia internet, tínhamos que “roubar” as receitas ou com um bom amigo ou com algum funcionário descontente do vizinho.

Minha família era parte integrante de nosso restaurante, meu pai no salão, eu e minha mãe na cozinha, uma irmã no bar e outra polivalente. Foram anos de muito suor e aprendizado.

Aqui no Brasil, 1987, junto a minha esposa (brasileira) montei a Cantina Bella Itália, que sempre funcionou como uma embaixada italiana no Brasil. Seguimos não somente as receitas tradicionais, mas também respeitamos os costumes e o modo de ser de nossos antepassados.

Com o tempo, a TV apareceu em minha vida, desde 98 comecei a participar frequentemente dos programas de culinária. Em 2007, estreei meu próprio programa semanal e desde então a televisão tornou-se o meu segundo trabalho.

Defino gastronomia como a magia de unir alimento, cultura e prazer. Acho muito importante a história que algumas receitas trazem consigo, nos induzindo a sonhar com pessoas, tempos e lugares. Tenho realizado vários cursos para formações de garçons e auxiliares de cozinha em meu próprio restaurante, com parceria do Senac, gerando oportunidade de trabalho imediata e suprindo a carência de mão de obra nesta área.

Uma de minhas preocupações como Presidente da Associação de Restaurantes de nossa cidade é formatar eventos destinados a ajudar instituições de caridade. Infelizmente, vejo na maioria dos jovens que procuram seguir esta carreira, o mesmo deslumbre que acontece com as profissões artísticas de cantores, atores e modelos. Para abraçar a nossa profissão é preciso em primeiro lugar gostar de servir ao próximo, ser perseverante, estudioso e focado. Os flashes, se vierem, são apenas consequências de anos de muito trabalho e dedicação.

Nosso restaurante, Cantina Bella Itália, recebeu o título do Ospitalità Italiana, uma honra reservada a menos de 60 restaurantes no Brasil, oferecida pelo representante do governo da Itália, diferenciando aqueles que realmente representam a gastronomia italiana fora daquele país. Este título, junto a minha medalha de Master Chef pela FIC (Federazione Italiana Cuocchi), por mais de 25 anos como chefe de cozinha italiana, nos impulsionam a seguir cada vez mais longe. Mangiare Benne e Viva La Gastronomia!

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Asinhas ao Molho de Vinagre Balsâmico

 Ingredientes (4 pessoas):
- 1 quilo de asinhas de frango
- 1/2 xícara de açúcar mascavo
- 1 xícara de vinagre balsâmico
- 1/2 xícara de mel
- 2 dentes de alho
- 1 colher de gengibre ralado
- 1 limão
- Sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de Preparo:

Comece dividindo as asinhas ao meio e colocando dentro de um saco plástico. Faça uma marinada usando o açúcar, o vinagre, o mel, os dentes de alho bem picados, o gengibre e o suco de limão. Tempere com sal e pimenta e use apenas a metade para marinar.

Deixe na geladeira por pelo menos quatro horas. Doure as asinhas em pouquíssimo óleo e continue cozinhando em fogo baixo e com tampa, por mais vinte minutos. Coloque o restante da marinada e espere até atingir uma linda coloração caramelada. Enfeite com mais gengibre ralado.

Fonte da receita: http://bjd.com.br/site/colunistas.noticia.php?id_noticia=1394&id_blog=8

Chef Wagner Cunha

13
jul

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Chef Wagner tem 50 anos, natural de São Paulo, casado há 23 anos com Claudia Zia Gusmão e juntos tem uma filha de 17 anos, Bianca Gusmão Cunha. É amante da natureza, automobilismo e motociclismo e seu maior prazer consiste em estar com seus familiares e amigos criando e apreciando a gastronomia de todas as regiões brasileiras.

Seu interesse pela culinária surgiu ainda criança na casa dos seus avós e nos sítios de seus familiares e é autodidata desde muito cedo, possui vários livros de técnicas e receitas culinárias e recentemente ingressou em um curso superior de gastronomia.

Atualmente recebe muito apoio dos meus familiares e amigos, e este incentivo enorme é importante para ele continuar seus estudos e poder repassar aos novos culinaristas as experiências durante estes anos todos.

Além da habilidade gastronômica o Chef Wagner até pouco tempo exerceu profissão administrativa, e certamente isso ajudará  muito na composição dos custos e organização dos eventos dos quais tem o privilégio de participar.

Gastronomia para o Chef Wagner:

“consiste em um estudo prazeroso entre culturas, relações entre pessoas que através de suas criações conseguem expor seus sentidos e sentimentos por algo tão infinito que é a natureza dos alimentos”.

 Além de todos os seus afazeres cotidianos reserva do seu tempo para participação de vários eventos beneficentes e acredita que este é o caminho da união social entre pessoas de todos os níveis culturais.

No que se diz a respeito do mercado gastronômico ele acredita que hoje o mercado dos grandes centros está infelizmente focado apenas na gastronomia do resultado financeiro e do glamour da carreira. Fora dos grandes centros conseguimos ver, estudar  e aprender a verdadeira gastronomia cultural.

O que diria às pessoas que querem ingressar no mundo gastronômico?

“Que realmente descubram sua vocação para a profissão e que tenham amor em transformar os alimentos e o prazer em descobrir novos sentidos”.

Receita cedida pelo Chef Wagner Cunha:

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Arroz com Linguiça e Quiabo (Caruru)

Ingredientes:

250 gramas de arroz parboilizado

250 gramas de quiabo fresco

700 gramas de linguiça toscana

200 gramas de ervilha

1 pimentão vermelho

1 pimentão amarelo

1 cebola grande em Julienne

3 dentes de alho

1 repolho médio em tiras

1 1/2 litro de caldo de camarão

1 colher (chá ) de açafrão

pimenta branca moída na hora à gosto 

sal à gosto 

salsinha à gosto

Preparo:

Aquecer uma paellera ou frigideira grande com azeite, refogar a linguiça toscana até dourar, juntamente com o alho e a cebola … Acrescentar a ervilha, os pimentões e o repolho … refogar por alguns minutos e adicionar o arroz juntamente com o caldo de camarão e o açafrão … temperar com pimenta branca moída na hora … acertar o sal … se necessário.

Em outra frigideira grelhar os quiabos cortados ao meio no sentido do comprimento, apenas com sal e azeite … reservar.

Cozinhar o arroz até o ponto “al dente” … neste momento apagar o fogo e cobrir com papel alumínio por aproximadamente 5 minutos … decorar com os quiabos grelhados,  pimenta dedo-de-moça e salsinha à gosto.

Segue um link com uma de minhas receitas favoritas:

… http://www.temperoseessencias.com.br/2012/06/arroz-com-linguica-e-quiabo.html

 

 

Chef Jorge Monti de Valsassina

01
jun

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Jorge Monti é argentino radicado em Sampa há 21 anos, 61 anos, casado há 33 anos , tem um filho. Seu pai era o conde (austro húngaro) Eugenio Monti de Valsassina que criou em 1972 o Restaurante Refúgio Del Viejo Conde (1972-1991), na cidade de Buenos Aires, um dos melhores restaurante da Argentina e do mundo. Especializado em caça e cozinha Internacional. Trabalhou com ele do início ao fechamento, ocupando varias posições, finalizando na cozinha onde mais gostou.

É autodidata, começou na profissão em 1972 no restaurante Mathias na cidade de Buenos Aires como ajudante, mais o seu ensino efetivo foi no restaurante da minha família, na mão do chefe executivo o francês Antonio Remis (1972-1980), a partir de 1981 assumiu a chefia do restaurante até seu fechamento em 1991.

Chegou ao Brasil em 1992, trazido por um grupo investidor para abrir um restaurante similar ao da Argentina “O Refugio do Velho Conde”, desde 1992 a 1996.  E até hoje trabalho como chefe executivo, consultor e assessor em mais 25 restaurantes no Brasil.

Sócio fundador da ABAGA (Associação Brasileira da Alta gastronomia), e ocupou cargo de vice-presidente até 1997 e presidente até 2009, membro de WACS (Associação Mundial de cozinheiros) e Diretor continental das Américas entre 2004 e 2010. É o autor, junto ao SENAC nacional e ao deputado Alex Cassiani da lei 6049 (reconhecimento da profissão de cozinheiro, hoje está no senado para a votação final). Condutor, organizador, promotor de mais de 150 eventos de gastronomia nacionais e internacionais. (Ver meu currículo http://jorgemonti.blogspot.com.br/p/curriculum.html)

Gastronomia para o chef Jorge Monti é uma ciência que mistura a relação do homem com os alimentos, e a transformação dos mesmos, é uma ciência cultural, onde se ligam os produtos da natureza e a sábia mão do homem, tendo como resultado uma experiência que explora os sentidos.

Nas escolas de gastronomia deve haver melhoras como: primeiro – unificar os programas de ensino (livro base). Segundo – melhor remuneração e atualização permanente aos instrutores. Terceiro – aumentar as horas de estagio (convênios Hoteleiros – Restaurantes). Quarto – um programa de seguimentos dos formados. O tipo de perfil para trabalhar na área de alimentação tem que ter vocação, amor pela a profissão, dedicação, disciplina, talento e muita paciência.

As Bibliotecas mais importantes de gastronomia do país é a do SENAC São Paulo, no Hotel Águas de São Pedro no interior do estado de SP e na capital do estado na unidade campus Santo Amaro, Interlagos com mais de 5000 livros.

Em relação aos outros profissionais tudo esta relacionado, na gastronomia todos se combina e implica conjunto, não adianta o cozinheiro fazer bem um prato se o garçom não serve na hora certa. Quanto melhor e o grupo, maior satisfação no resultado.

Mensagem do chef para quem deseja entrar no ramo: Que não só busquem o glamour da carreira e o marketing, o que vale é a vocação, o desejo de servir aos outros, o sacrifício de estarem muitas horas trabalhando quando a maioria se diverte e o mais importante à satisfação de poder transformar e dar prazer aos sentidos. (Jorge Monti)

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Chef Gustavo Brusca

25
mai

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Chef Gustavo Brusca era estilista de moda e há 20 anos, passou a se questionar sobre como  poderia ser mais criativo nos seus designers, foi onde decidiu fazer culinária.  Quando começou a cursar lembrou que seu pai cozinhava em casa, seus avós cozinhavam e eles tinham uma horta no quintal. E a comida convivia com ele a muitos anos, em quase toda  infância dele. Quando foi morar fora ele já tinha trabalhado em restaurantes como ajudante de cozinha e então tornou mais fácil.

Tornou-se chef de cozinha estudando muito com chefs de renome, e com seu entusiasmo abriu o seu bistrô, e nunca mais parou. E ele relata que todos podem se tornar cozinheiros e serem chefs um dia só depende de Deus e de você, ser uma pessoa honesta e criativa.

Fez um curso de gestão da gastronomia e foi com algumas regras básicas que conseguiu realizar seu sonho, deixa aqui algumas dicas:

1: Seu aluguel tem que ser baixo;

2: Seu cardápio não pode ter concorrência perto, tem que ter um diferencial;

3: Ter clientes que gostem do seu cardápio.

Montou inicialmente um cardápio ovolacteovegetariano , e depois de anos ele foi para o natural e nada radicalismo e muita inovação. A cozinha é um laboratório e tudo é permitido fazer, desde que o faça com amor. Isso resultou no empreendimento chamado HortaCafé Bistrô.  Começou tarde aos 47 anos e a mudança de profissão ,ele não  teve influências nem positivas e nem negativas,sempre foi positivo em tudo que fez.

O estilo dele na cozinha é o natural, sem química, conservantes e frituras (somente o básico e necessário), sem sal somente para dar o sabor aos alimentos. O sal é colocado na mesa para quem quiser utilizá-lo mais. Para se comer bem  a pessoa que senta e se delicia com o visual do prato ,o cheiro ,e por ultimo o paladar de cada item que tem no prato.

Tem uma frase que bem aquilo que eu penso sobre ser humano:

“O melhor indicador do caráter  de uma pessoa é como ela trata  as pessoas que não podem  lhe trazer benefício algum”. Abigail Van Buren

 O sonho do chef Gustavo Brusca é poder ter outro,  Horta Café & Bistrô na praia.

 Mensagem as pessoas que querem ingressar no ramo:  “Que você nunca mais vai ter vida própria, e nem ficar rico, mas vai ter uma profissão de amor e carinho de quem comer sua comida. Você vai alimentar a alma delas, e no tem preço esta sensação”. Gustavo Brusca.

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Chef Lídio Benavente

15
mai

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O Chef Lídio teve o interesse pela culinária através da sua avó que era uma excelente cozinheira e também da sua tia, pois, quando ele vinha da escola ficava na sua casa, no qual, ela ministrava aula de culinária como bolos, cozinha em geral, e foi aprendendo vendo essas aulas.

Ele se tornou chef de cozinha com muito trabalho, há 24 anos, montei um restaurante e a noite funcionava como um bar noturno, chega muito cedo no local por volta das 5:30 e saia para fazer compras. Mas para se tornar chef mesmo, tive que ter o reconhecimento daqueles que já eram chef’s e isso demorou muito, mas, com muita dedicação consegui chegar onde estou hoje.
E nesse processo da carreira sempre teve apoio dos pais e dos filhos.

Chef Lídio, além de ser Chef de Cozinha, é  formado em Arquitetura, e tenho uma floricultura. E me confidenciou que seu estilo de cozinha é a Brasileira, pois desenvolve e cria pratos.

“Comer bem é saber apreciar a boa comida, sem exagero na medita certa”.

O chef Lídio também divide seu tempo com projetos beneficentes, na qual, faz parte de uma sociedade amigos de bairro, onde são ministradas aulas artísticas em geral, culinárias, entre outras. É membro do Conseg (Conselho de segurança), onde tentam desenvolver e tirar crianças e pessoas do mal caminho, e principalmente dar condições de se desenvolverem.

Mensagem aos jovens que querem ingressar no ramo:

Primeiro você tem que gostar ,segundo não se deslumbre por títulos, fotos, reportagens, você tem que estudar sempre, pois você não se torna um Chef de Cozinha no estalar dos dedos, você tem que estudar muito, estar sempre procurando se desenvolver em tudo.

E o sonho dele é poder deixar um legado com a minha marca.

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Cação feito no forno

Chef Danilo Cesar Kimura

01
mai

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Danilo César Kimura tem 34 anos, paulista, casado e pai de um garoto de 4 anos. A sua vida acadêmica na Faculdade começou com o curso de Turismo, o qual frequentou 1 ano, para logo em seguida trancar a matricula e começar o curso de Direito. Formado no curso de Direito, iniciou a pós-graduação na área. O interesse pela culinária e a curiosidade gastronômica sempre existiram desde pequeno, quando ajudava sua mãe na cozinha. Mas somente em 2006 veio o interesse em fazer o curso de Gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi, e me profissionalizar na área.

Não se considera um chef de cozinha apesar de já ter experiência em liderar cozinhas. Não gosta da palavra chef, prefiro o termo líder. Liderar e chefiar são totalmente distintos, na opinião. Danilo resume o que é ser líder para ele: “o líder deve servir de inspiração e influência para seus liderados, o que só é possível com o desenvolvimento de autoridade, pelo uso de liderança e influência e de confiança que serão conseguidos por meio de um comportamento consistente, verdadeiro, respeitoso e ético. Não é exagero dizer que o líder não trabalha para a empresa e sim para seus liderados, e estes são os responsáveis pelos resultados da empresa”.

Em relação ao apoio diz que “quem está ao teu lado é e sempre será fundamental para qualquer decisão na vida”. Apesar de ter formação em Direito, não trabalha mais na área. Dedicando o tempo exclusivamente para a gastronomia. Atualmente trabalha com eventos.

O seu estilo na cozinha é “autoritário”, porém com o uso da liderança e influência, através da confiança adquirida pelo seu trabalho respeitoso e ético.

Danilo define que comer bem “é mais do que comer muito, é a satisfação, bem estar e prazer, não só de degustar, mas como também aproveitar o momento, a ocasião. Comer bem pode ser tanto num restaurante 5 estrelas, quanto sentado no banco do calçadão, comendo milho e apreciando o mar”.

Referente ao trabalho beneficente ele participa toda vez que o trabalho o permiti conciliar. Já foi voluntário e sempre que pode ajuda na cozinha do centro de reabilitação psicossocial “Yassuragui-Home” (Beneficência Nipo-Brasileira São Paulo).

Como dito anteriormente comer bem não é influenciado por dinheiro. Podemos apreciar, por exemplo, um crepe deslumbrando as paisagens montanhosas de Campos de Jordão.  Mesmo com pouco dinheiro é possível comer bem, basta ter curiosidade gastronômica e sempre seguir as dicas dos moradores locais, fugindo de pontos badalados e da moda.

Segundo, existe uma hierarquia que deve ser respeitada dentro de uma cozinha. Muitos alunos, que cursam ou são recém-formados, não tem a humildade e coragem de enfrentar uma pia. Quando comecei no ramo gastronômico enfrentei 6 meses de pia. Hoje em dia aluno de gastronomia já faz a faculdade se achando um chef de cozinha. E para finalizar, o jovem iniciante deve ter em mente que o ramo é pesado e muito mal remunerado, poucos os lugares que pagam acima da média”.

Segundo ele a gastronomia te leva a conhecer outras culturas. Culturas de outras regiões e até de outros Países. Não há fronteiras para a gastronomia: podemos comer um ótimo cassoulet em São Paulo, assim como podemos comer uma bela pizza na França.

Seu maior sonho no ramo gastronômico é cozinhar em um restaurante premiado com 3 estrelas Michelin.

Mensagem aos jovens que querem ingressar na gastronomia:

 “Primeiramente precisamos desmistificar que tudo na cozinha é glamour, como vemos em programas na televisão! Pelo contrário, não existe glamour, só existe dedicação e muito trabalho pesado dentro de uma cozinha. Não existem finais de semana, feriados… enquanto todos se divertem você estará trabalhando num ambiente quente e perigoso, o qual exige 100% de atenção e dedicação.

Para qualquer dúvida ou se algum leitor(a) do blog quiser entrar em contato comigo, deixo meu email: dankimura@live.com

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Chef Paco Ortolá

26
dez

Paco Ortolá

Sou carioca, aquariano e flamengo, mas me considero joseense (São José dos Campos) , pois vim para cá pequeno e fui criado aqui. Já com 15 anos começou minha paixão pela cozinha e nos finais de semana ajudando no churrasco. Sempre que ia viajar a praia com os amigos eu quem inventava os pratos, mas nessa época era só peixe, siri e lulas, ainda não tinha camarão, lagosta.

Trabalho há mais de 20 anos com comidas, mas antes só fazia a Paella do Paco, que era uma paella mista, com frutos do mar, frango, lombinho e em 1989 fui morar em Valencia na Espanha onde trabalhei e fiz cursos de culinárias regionais. Por incrível que pareça o tamanho da Espanha  muitos pratos só são conhecidos nas regiões, a paella tomou um outro rumo mas Valencia é muito rico em pratos a base de arroz.

Voltando  ao Brasil comecei a fazer outros tipos de paellas e outros pratos espanhóis e em 1993 ganhei um concurso gastronômico na região e fui o mais premiado da noite Sempre fazendo cursos e assistindo muita TV, trabalhei em restaurantes, hotéis, padarias, mas sempre paralelamente fazendo paellas, até mudei de profissão, fui trabalhar em agencia de turismo. Na Espanha trabalhei com ar condicionado, mas sempre cozinhava em casa, até hoje cozinho.

Tive que me formar de tantas oportunidades que perdi e fiz gastronomia e acho que fiz na época certa, pois tive a oportunidade de participar da TV e na faculdade no qual gravei 20 receitas.

Trabalho mais na região de São José dos Campos, mas já fiz jantares em Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro, hoje tento focar só na culinária espanhola, desde entradas, pratos principais e sobremesas, normalmente faço em casa e levo pronto, mas se a festa é grande fazemos no local. Em 2013 quero focar só na culinária espanhola, tanto em festas e ministrando cursos.

Meu dia a dia é fazer tudo, compro as mercadorias no qual seleciono bem os produtos, pois 80% de um bom prato é com bons ingredientes, tenho que fazer a divulgação, marketing, cortar os alimentos, lavar, entregar, claro que hoje conto com a esposa Marilleia que me ajuda na parte da cozinha.

Gosto de boi, aves, mas minha paixão são os frutos do mar, peixes e tudo relacionado ao mar, amo a água salgada. Lembro quando tinha 8 anos, que comia ostras na pedra e lavava no mar, e quebrava com outra pedra que encontrava no local.

Amo a comida do oriente, pois como sou filho de espanhol e neto de Italiano com Português, para mim a comida asiática é nova, meu irmão casou com uma descendente de japonês, faço há muitos anos, mas hoje tendo amigos chef´s pelo mundo fica mais fácil a troca de receitas, e depois o que faço é adaptar ao meu gosto e nunca para de estudar.

Sem dúvida a paella esta me levando a ser mais conhecido através dos pratos a base de frutos do mar. A diversificação da culinária que mais chama a atenção, cozinhar é paixão e tem que praticar todos os dias, alem da cozinha nacional e internacional, gosto de fazer tortas, bolos, salgados e pães.

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Chef José Everaldo Lopes

08
dez

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Nasci em caruaru PE, com 5 anos vim pra  Santos/SP a aos 14 anos comecei trabalha  como office boy, vida de adolescente não para no serviço. Os dias não foram fáceis, fui obrigado trabalha como trabalhador braçal, já fui ajudante de pedreiro, entregador de leite, de bebidas, ajudante de soldador. Em 1993 fui chamado pra fazer uns extras numa quitanda (é quitanda não era cantina).Servia refeição para os atletas e funcionário do SANTOS FC . O dono sr. Carlos Alberto , viu o meu perfil logo me investiu ,em palavras etc. Como eu tornei chef de cozinha hummmmmmm na raça, não tenho diploma de gastronomia,(perdi muitas oportunidade por causa do diploma , de tanto minha esposa falar de estudo pra mim tomei vergonha na cara .To terminando os estudos. O que eu acho de um (a) bibliotecário(a) na gastronomia claro eu apoio com certeza . O que eu diria aos jovens ,se dedique de corpo e alma . E o que eu mais aprecio na gastronomia , é um belo  prato .  Meu sono é fazer um estágio lá fora  e abrir o meu próprio restaurante.

 

Chef Cássio Prados

12
set

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Sou de peixes, sonhador e foco em meus resultados.Tenho formação em Administração, pós graduação e formação gastronômica,  com atuação no mercado da gastronomia com consultorias, eventos entre outras prestações de serviços no segmento. Adoro esporte (corrida) amo estar na praia entre família ou amigos e sempre busco me atualizar em todos os assuntos pertinentes a minha área ou não…sou um curioso de carteirinha, quero aprender sempre, todos os dias.

Escolhi a profissão de chef por acaso uma vez fui convidado a montar uma creperia num parque de diversão, mas tinha restrição com a receita, não poderia utilizar ovo in natura na massa e nisso acabei criando um produto e tive muitos contatos com chefs, nutricionistas, restaurantes e etc. Sempre trabalhei com eventos e a cozinha está presente em mim, desde os meus 8 anos de idade.

Cozinho com meu coração, busco sentir o mais expressivo prazer quando realizo minhas produções, mas sempre com muito profissionalismo, estudo e muito respeito a minha profissão. Hoje uma tendência que estar evidente é a Cozinha Andina que está na frente, e o Peru é considerado e será considerado à cozinha do futuro, suas técnicas, seus insumos, suas vibrações e principalmente sua história. A Cozinha de Rua também crescerá muito, estão conseguindo quebrar os paradigmas e buscando novos sabores, não mais o cachorro quente estará presente e licenciado, muitas novidades estão por vir.

Gastronomia para mim é 70% ingredientes de qualidade, 20% qualificação, 5% Feeling e o restante é insites. Eu pratico muito à cozinha técnico emocional, brincos com as texturas, sensações e expectativas dos comensais em formato de produções lúdicas e interativas, mas sempre com sabor, técnica de cozinha e muito amor. Gosto muito de pratos thailandeses, sou fascinado pela cozinha thai, mas sempre com uma pouco de cozinha técnico emocional!!! Exemplo um  Paad Thai de porco com pérolas de pimenta e azeite de gergelim em pó.

No meu dia a dia o trabalho é bem volátil, às vezes gravo programas de tv, ou realizo consultorias, cursos, eventos, trabalhos sociais, personal chef entre outras aplicações.  No Brasil, ultimamente, realizo minhas prestações de serviços pelo brasil. Eu criei a turnê Feeing Food Jantar às escuras onde realizo jantares às escuras em restaurantes pelo Brasil. Sou proprietário da Cacau Gourmet Brasil, uma empresa de eventos, consultorias e cursos.

Mensagem do Chef – Gastronomia é amor à profissão, trabalhos em ambientes quentes, com pressão e enquanto as pessoas se divertem nós trabalhamos…abrimos mão de família, amigos e vida social, mas um olhar brilhando, ou uma memória gustativa alcançada pelo comensal, vale todo esse sacrifício.

site do chef: http://www.cacaugourmetbrasil.com/