Chef Alexsandra Kerscher

15
jun

Alexsandra

Alexsandra Kerscher desde pequena, sempre gostou de “mexer na cozinha”, e ficava vendo sua mãe, avó e sempre perguntava muito, como se faz isso ou aquilo. Como uma apaixonada pela confeitaria, sempre inventa, cria através da mente. A família dela sempre incentivou, pois sabiam que ela sempre gostou de cozinhar.

Alexsandra não tem atividades paralelas, faz bolos e cupcakes por encomenda e ensina suas receitas para as pessoas aprenderem e poderem aprender e tentar seus próprios negócios. Na nossa conversa relata que tem amigos no mundo inteiro em rede social e fica encantada com as diversidades de pratos e decorações.

Durante a conversa perguntei: O requinte da cozinha ainda exige uma grande importação de ingredientes ou é possível explorar a riqueza brasileira na criação dos pratos? “As especiarias ainda são quase todas de fora…mais é possível sim explorar a riqueza dos produtos brasileiros…temos uma diversidade enorme de produtos ainda para ser testados em diversos pratos”.

No Brasil temos muitas variedades gastronômicas e pouco conhecimento dessas iguarias feitas por outrem, e se as pessoas parassem para pesquisar mais, em cada cantinho do Brasil, ela tem certeza que se surpreenderiam com tantas delicias escondidas em cada estado, em cada cidade, em cada rua.

Seu planos futuros é poder ensinar ainda mais as pessoas, através de  vídeos, cursos, e não tem certeza como seria a forma onde as pessoas teriam mais facilidade em aprender o que escreve ou posta para elas.

Mensagens as pessoas que deseja entra no ramo:

“Sigam em frente…a culinária nunca esteve tão em alta como agora.”

cupcakes

Cupcakes

bolo joaninha

Bolo Joaninha

Chef Aluna Andressa Sulzbach

11
set

AndressA

Sou Andressa Sulzbach Ebling, tenho 30 anos, casada, tenho dois filhos, Nícolas com 14 anos e Mariana com 4 anos. Sou natural de Cascavel no Paraná, e ainda resido nessa cidade. Trabalho desde muito cedo, comecei aos 13 anos trabalhando no antigo Banco Bamerindus, na época as leis trabalhistas eram diferentes e permitiam que alguém daquela idade trabalhasse com carteira assinada. Trabalhei lá até ganhar meu primeiro filho, decidi me afastar da empresa para me dedicar exclusivamente a ele. Depois de um tempo, voltei ao mercado de trabalho sem muito rumo, deixando a vida me levar. Trabalhei em diversos lugares tentando encontrar o que me fizesse feliz. Achava que eu deveria ter alguma coisa de errado, pois afinal, eu nunca me sentia completamente feliz em nenhum emprego, que foram desde administrativos até comerciais. Há cerca de um ano, resolvi em comum acordo com meu marido parar de trabalhar, tanto para me dedicar mais para nossa filha, como para encontrar o caminho que pudesse me fazer feliz.

Assim que comecei a ter mais tempo em casa, comecei a perceber que meu amor pela cozinha era maior do que eu mesma imaginava, ficava inventando coisas o tempo todo, o que me fazia recordar minha infância onde eu via minha avó materna que é italiana cozinhando pratos fantásticos  sem uma receita sequer, tudo de cabeça, tudo medido no olho, e sempre me instigando a ajudá-la. Eu achava aquilo o máximo, mas achava que para mim era impossível, afinal, minha avó era diferente (aos meus olhos). Hoje dou risada ao pensar nisso, pois tenho muito da minha avó em mim, em casa onde posso cozinhar de maneira totalmente despreocupada gosto de cozinhar sem receita, sempre testando sabores novos, misturas diferentes.

Ao perceber que era isso que me fazia feliz, procurei cursos onde eu pudesse aprender mais e me especializar, pois não basta gostar, tem que ter técnica para poder seguir nessa profissão. Iniciei o curso de Chef de Cozinha na FAG, aqui de Cascavel, também me inscrevi recentemente em um curso de Confeitaria no SENAC aqui de Cascavel, pois este é um segmento que eu gosto muito e que herdei o gosto da minha avó que era confeiteira de mão cheia. Ano que vem, vou iniciar o curso de Gastronomia na UNIVEL onde tenho certeza que enriquecerei muito mais meus conhecimentos.

Ainda não tracei nenhum objetivo específico sobre o que farei após o término destes cursos. Mas vou aproveitar todas as oportunidades que me forem concedidas nesse período  para obter mais experiência.

Eu enxergo a gastronomia como uma arte, a pessoa que se propõe a trabalhar nesse ramo tem que ser um artista, tem que trabalhar com perfeccionismo para que tudo fique com uma excelente apresentação, pois comemos primeiro com os olhos e depois finalizamos com o paladar.

Como aluna ainda não participei de nenhum evento, mas tive a oportunidade de participar de um programa de tv com meu professor, o Chef Angello Omar, que abriu essa porta para mim de maneira muito gentil, excelente profissional  sempre dando dicas e conselhos muito bacanas, os quais tenho colocado em pratica no meu dia-a-dia na cozinha. Acho que uma coisa que ainda falta na área de gastronomia, é a regulamentação da profissão de gastrólogo, pois hoje vemos pessoas trabalhando com salários muito baixos, ainda não é dado o devido respeito ao profissional desta área.

Chef Josa Jr.

05
jul

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Chef Sioux como é chamado, ele é natural de São Paulo, e por muitos anos foi executivo de empresas de tecnologia e depois de muito sofrer com o stress resolveu deixar a movimentada vida das grandes cidades pra morar no interior de Santa Catarina e se dedicar ao negócio que sua namorada já mantinha. Atualmente mora em Indaial, em Santa Catarina e a gastronomia local é familiar e é centrada na carne, quase não se come feijão e arroz.

Os italianos da região não comem massa, mas não vivem sem polenta. Sioux conheceu a cozinha cedo desde os 11 anos de idade. A inspiração vem dos pratos que lembram a família, a infância, dos preparados pelas avós e da mãe que é fonte inspiradora. Gosta de cozinhar o que as pessoas comem para deixá-las felizes. Alguns pratos ele faz um estudo prévio, ele gosta de saber o  Chef Sioux como é  a história dos pratos, as suas origens e os ingredientes originais. Também gosta de ser preciso com os ingredientes. “Posso substituir o Dill pelo Funcho, mas não admito que amantes da cozinha não saibam a diferença entre eles.

Não volto em blogs que publicam posts dando nomes errados à ingredientes, por exemplo”. Não tem restaurante e nem pretende acha que é um erro grande de quem cozinha por amor é achar que se tiver um restaurante vai viver daquilo que ama. “Restaurante é uma empresa, um negócio que precisa dar lucro e isso tira toda a graça da cozinha que eu gosto”. Segundo Sioux para tirar foto não é preciso alguma técnica especial ou equipamentos caros. Mas é preciso ter bom gosto e senso crítico. Vê em  muitos blogs com receitas ilustradas com fotos feitas com tanto desleixo que não dá nem pra saber ao certo se no prato tem um risoto ou uma salada de alface.

Então ele pensa que se a pessoa é pouco exigente com a qualidade do material que ela publica no seu blog, tem uma grande chance de ela ser uma pessoa pouco exigente com seu paladar. Cozinhar pra ele é “exercitar o perfeccionismo. É aprender e exercitar técnicas. Cozinhar é técnica, quanto mais você cozinha, mais você aprende a cozinhar. Quanto mais perfeccionista e metódico você for melhor vai cozinhar. Programas de TV com chefes cozinhando em ambiente descontraído e casual é enganação. Tudo ali está seguindo um script e o chefe já treinou aquele prato centenas de vezes, bem como a forma de parecer que está fazendo tudo ao acaso também é minuciosamente estudado. Se eu cozinho meu almoço todos os dias, exercito o corte de cebola todos os dias, o limpar de cortar uma paca de carne, um saltado, então quando eu fizer isso diante de amigos num jantar de final semana vai parecer super descontraído, mas teve muito exercício por trás”.

Não estudou gastronomia, nem oficinas. Nenhum tipo de instrução. Mas acha bacana. Os cursos superiores de gastronomia estão na moda e prometem formar chefes de cozinha. Deve-se tomar cuidado com isso. Os cursos de formação de chefes em geral prometem formar chefes, mas o que fazem é ensinar a cozinhar mais ou menos e dar uma ideia de como funciona a administração da cozinha de um restaurante. Ser chefe de cozinha é cargo, não diploma. Geralmente esse cargo é conquistado com bastante ralação e muitos anos trabalhando em equipes dentro da cozinha. Mas é sempre bom ter em mente que para cozinhar você só precisa de uma faca e uma tábua. Com isso você já faz coisas maravilhosas. Ele cozinha há 30 anos. Perguntei se antes de cozinhar tem algum ritual, ele respondeu: Nada específico. Gosto de música gosta de vinho. Muitas vezes, ir às compras, escolher ingredientes pode ser considerado um ritual por muita gente. Uma história contada por ele foi um peixe que ele pescou na Amazônia e preparou no acampamento às margens do rio Negro.

Aprenda com ele acessando o blog deste grande chef.

 http://bancoebalcao.wordpress.com/

 

 

Chef Alessandro Dirienzo

03
jul

chef alessandri dirienzo

Nasci em Milão na Itália, de uma família de Cozinheiros meu pai era um grande Chef de Cozinha da línea  do trem mais famoso da Europa (Trans Europe Express) Veneza – Lenigrado (Rússia)  trem de 5* estrelas que percorria  maravilhosos lugares da Europa em trem de luxo,eu tive a oportunidade de viajar com ele  na idade de 7 anos,ele me carregava nas minhas férias escolar e do Verão,sentava na cozinha do trem e observava ele ministrando a Cozinha destes  maravilhosos e luxuosos trens, eu já sabia o que queria fazer da minha vida.

Me encantava de como ele (meu pai) lidava com os empregados, todos profissionais da área  formado nas melhores escolas da Europa e Itália.E assim foi,com a idade de 13 anos que meu pai viu que eu gostava muito da cozinha e de cozinhar, me colocou  na mesma Escola ,aonde ele estudou  25 anos atrás.. (UNIVERSITE DE CULINARY  DU LAC) na cidade de Simione  na Itália, entrei com 13 anos e sai com quase 20 anos. Fiz  vários cursos de gastronomia e gerenciamento para a Hotelaria e Restaurantes sai com  lede máxima da pontuação final.

Meu Pai  ficou tão orgulhoso disso, que  me  deu  uma viaje de graça, para  ir até a Suíça e visitar as melhores Agência de Navio de Cruzeiros do Mundo  naé poca. Fiquei  4 dias na Suíça  entregando Cv e Diplomas, para trabalhar em Navio de Cruzeiros cinco estrela pelo Mundo afora.Voltei para a minha  cidade Milão, depois de 15 dias  recebi uma oferta  de trabalho  do mais cobiçado e famoso Cruzeiros do mundo a  (PRINCESS CRUSES LINE), fique  tão feliz  que  liguei e acertei a saída para trabalhar  na hora, isso era já em fevereiro 1981.

Meu pai acabou falecendo na jovem idade de 56 anos, eu fiquei devastado era muito apegado ao meu pai, e na hora decidi de não sair  mais do país. Mas  depois de alguns dias e refletindo  muito no assunto com amigos é família, decidi  me embaraçar nesta aventura. Cheguei  à Suíça ( Geneva) em Março 1981 e  embarquei  2 dias depois em Sant Thomas  no Caribe  no mais novo Navio da Companhia ( Royal majestic) este navio  fazia pela primeira vez a volta ao Mundo em 6 meses,eu fique tão feliz por isso,mais no mesmo tempo pensava muito em meu pai e nos seu ensinamentos.

Fiquei  com esta Companhia 2 anos ,e depois  trabalhei mais 11 anos em outras  companhia (Norvigian Cruises, Costa Cruises, Chandriss Cruises e Apollo Cruises) comecei  como Garçom,/ Assistente de Maitre /Diretor Alimentos e bebidas/Diretor de  Hotel/ em somente 7 anos de trabalho.Depois  disso,queria muito cozinhar e foi trabalhar em outro Navios  como  1º  cozinheiro, Sauce chef de cozinha e Executivo Chef  nos restantes 13 anos trabalhados em Navio de Cruzeiros. Conheci  minha mulher  NO MEU ULTIMO MÊS DE TRABALHO EM NAVIO DE CRUZEIRO. No Caribe casei e fiquei morando no Brasil no estado do Paraná (cidade de Paranaguá).

Fiquei quase 2 anos conhecendo o Brasil, estudando a possibilidade de abrir e trabalhar neste maravilhoso país.E assim abri  uma firma de Consultoria para  restaurante e similares em 1999. Na época este tipo de  serviços  não era muito conhecido  no Paraná, e tive algumas dificuldades  para entrar neste mercado. Mais  depois de alguns meses e com ajuda de amigos da minha esposa, consegui  o meu primeiro  trabalho com consultor,e daí  foi só sucesso. Hoje estou muito conhecido  na área é em vários estado do Brasil também, hoje sou proprietário  de uma Escola de Culinária e Hotelaria a  “MEDITERRÃNEO”  no PARANÁ.

Faço parte de varias instituições  Culinárias como: Máster  Chef da F.I.C.  Federação Italiana Cuochi; Chef Executivo da ABAGA; Cônsul Culinário da( AIGS Accademia Italiana gastronomia histórica,aonde sou o único Professor e Docente desta nobre e ântica gastronomia Italiana no país;    Embaixador Gastronômico da RISTOWORLD  na Itália e Brasil; Executivo Chef  Rotisseur da C.H.O. Chain of Rotisseur  nos USA; Presidente da “CUISINE’ Prima associação  dos Chef’s do litoral Paranaense;  Embaixador no Brasil da  I.H.F- Italian Hotel Food; Embaixador  na Itália e no Brasil da  FNPC  Federação Nacional Personal Chef; Maestro da Cozinha Italiana da APCI  Associação Professional Chef´s Italianos; Chef Executivo da WACS  World  Accademy Chef´s Society.

Para mim a gastronomia é vida pura; Os sabores, combinações, textura,cores são essenciais  para o meu dia a dia de trabalho, sem ele  não tenho vida. Como bom italiano sigo  a cozinha Italiana, e também com fusão Mediterrânea ,Brasileira e Asiática. Sou graduado pela Du lac University Sirmione  Itália 1974-1980;  Chef de Cuisine Scranton University –Pensylvania-USA  2002-2004 ; Hotel Restaurante Management; Cursos de aprendizados: Lê Gordon Bleu- Cia- 2005-2005. Eu gosto muito de massa a carbonara.

O prato que me projetou para o mercado foi o Filet de avestruz  com tangerina e curry,com farofa de milho crocantes ,castanha de caju e manjericão. Tenho uma escola de Culinária e Hotelaria a “Mediterrâneo” treino os futuros Chef´s  e Gerente Gerais  de Restaurantes, Hotelaria e similares;  São somente 8 alunos por ano,para melhor  incentivar eles,supervisionamos, acudimos e formamos. Você acha importante outras áreas se interessarem em gastronomia? Acho sim, porque a gastronomia entra e faz parte de todas as áreas Comerciais e Corporativas. Qual a mensagem que você daria aquelas pessoas que querem se formar em gastronomia.

“Como Professor e dono de uma Escola não poderia que dizer isso: Quem ama e sofre  chega lá…”

Chef Angello Omar

03
jul

chef angello

O interesse do Chef Angello Omar pela cozinha surge através do seu berço familiar, pois, sua mãe D. Angelina era cozinheira, e ele foi criado dentro da cozinha que sua mãe trabalhava.. Ela trabalhou em hotel, restaurante, lanchonete e rodoviária, em Catanduvas no Paraná e foi neste ambiente que foi aos poucos ajudando nos afazeres e coisas simples como, escolher arroz, feijão, trazer lenha, pois tudo era feito no fogão a lenha. Aos poucos as tarefas foram ficando mais complicadas para uma criança, começou a fazer os espetinhos de carne, pimentão, cebola, tomate e depois empanado e frito. Com o passar dos anos fazia quase de tudo. Foi neste universo de uma cozinha familiar onde deu seus primeiros passos que somente muitos anos veio  a entender o que seria a Gastronomia.

Ele é formado em Gastronomia pela UNISUL (Universidade do Sul de Santa Catarina) Campus Pedra Branca, Palhoça, SC, Grande Florianópolis. Pós-Graduação em Docência para ensino Superior, também pela Unisul. Para o Chef Angello o conceito Chef de cozinha deve ser explicado de uma vez por toda. Todos nós somos cozinheiros de formação seja acadêmica ou na prática do dia a dia. Com o passar do tempo esse cozinheiro vem ganhando o respeito dos demais e assim os cargos até chegar a ser Chef de Cozinha, ou seja, é uma posição que você ocupa dentro da cozinha. Trabalhou em vários restaurantes, como cozinheiros e outros como Chef de cozinha. Para a sua família foi uma grata surpresa, pois quando decidiu fazer sua faculdade mesmo que ainda um pouco tarde.

 Morava em Florianópolis e a família no Paraná, ficou sabendo depois que havia começado, e mesmo assim sempre o apoiaram. Além de ser  professor do Senac em Prainha em Florianópolis desde 2008 ele atua em diversos tipos de cozinhas, faz consultoria Gastronomica, é personal chef e chef de cozinha. Para ele o conceito de melhor cozinha é algo complexo, pois todas tem uma importância muito grande na gastronomia, pela sua descendência um pouco Italiana, Espanhola e Bugre, gosta muito da Brasileira, em especial da cozinha campeira, pois seu avô paterno foi um grande tropeiro, por isso a influencia neste gosto. O comer para ele é um ato prazeroso, o saber comer é saber escolher um bom lugar, uma boa comida, um dia especial, e uma boa companhia. E além de tudo estar bem consigo mesmo. Perguntei se é possível comer bem no Brasil com pouco dinheiro ele me respondeu:”Sim. Basta saber escolher o lugar certo, e medir o tamanho de sua  fome. Porém, sabemos que hoje em dia há vários lugares acessíveis de boa comida, para todos os paladares.”

Por curiosidade nesta questão perguntei  se hoje o requinte da cozinha ainda exige uma grande importação de ingredientes ou é possível explorar a riqueza brasileira na criação dos pratos ele nos disse:

“Há anos que o Brasil é um lugar privilegiado, pela sua geografia, fauna e flora. Com isso os nossos ingredientes é um referencial para muitos chefes de cozinha, veja os Chefes franceses na década de 80, invadiram o nosso pais e ficaram extasiados, inebriados com nossos produtos, temperos e assim ajudaram a divulgar e colocar o nosso país nos padrões internacionais. Os nossos produtos não deixam nada a desejar em relação aos internacionais, cada um no seu devido lugar. O prazer da mesa é o que aprecia e como dizia Brillat-Savarin, preparar-nos para outros prazeres, e também nos consolar ou compensar a sua perda. Ou seja. Uma boa mesa, uma boa companhia nos prepara para um belo “Mice em place” O maior sonho é continuar sonhando e quando acordar saber que tudo valeu a pena,cada momento, cada lugar, cada pessoa, cada ensinamento, cada beijo, cada dia vivido. Umas das maiores emoções do chef foi sua formatura da gastronomia, olhar para a mãe dele, seus filhos ali com os olhos rasos d’água, foi muita emoção para ele, e saber que tudo pode naquele que  fortalece.

A gastronomia brasileira para o Chef Angello é maravilhosa, olhar as culturas em cada canto, nosso litoral, pantanal, cerrado, interior, a biodiversidade, gastronomia muito rica e com detalhes inigualáveis, sabores, texturas tem muito a que ensinar, seja de norte a sul de leste a oeste, ela é infinita. Perguntei para quais os planos para o dele ele respondeu:

SER FELIZ…… Tenho uma família maravilhosa, Tia Vilma, Tia Ilma, Minha Mãe a Dona Angelina, meus filhos, Bárbara, Bianca e Fellipe Omar, pessoas que sempre estiveram ao meu lado. Em especial a uma pessoa maravilhosa, que muito me ajudou em um momento muito difícil da minha vida, com palavras, carinho, compreensão e acima de tudo onde eu reencontrei o sentido da vida, do amor e da cumplicidade. Essa pessoa é o meu Amor Lucimeire Sifuentes. Amo a todos. O Chef Angello também gostaria de agradecer ao Domenico  pelo qual tem grande admiração e estima pelo profissional que é e pelo carinho e amor que trata a gastronomia e seus conhecimentos passados pelo Chef Paulinho.

Mensagem ao jovem: Tenha determinação, humildade, coragem, força de vontade e acima de tudo, saber o que buscar dentro deste fantástico mundo das panelas, a gastronomia para muitos é estrelismo e esquecem que é uma luta árdua, mas poucos sabem o que é o sucesso mesmo que seja utopia.

Ângelo Omar 
Professor, palestrante e consultor em Gastronomia SENAC.
Cel. (48) 9981-6365

Chef Lucimeire Sifuentes

02
jul

luci

Sou Lucimeire Sifuentes, 45 anos, solteira e sem filhos. Hoje resido em na cidade de Cascavel no Paraná  e atualmente estou coordenando o curso de Gastronomia da UNIVEL, e ministro  aulas  de Bases de Cozinha, panificação e confeitaria. Mas para chegar até aqui, percorri  muitos caminhos…. Minha relação com a gastronomia teve inicio desde criança, pois minha mãe, Dona Rosa, sempre foi uma cozinheira de mão cheia. Quando pequena rondava a cozinha, mas a mãe não deixava chegar perto das panelas, isso só ocorreu por volta dos meus 13 anos, quando meus pais se mudaram do Brasil para o Paraguai,  no interior desse país eles abriram um restaurante e minha mãe era a cozinheira, naquela época não se falava em “chefe de cozinha”, e eu virei auxiliar de cozinha.

Época difícil onde se tinha que cozinhar em fogão de lenha e muitas vezes tirar água do poço, energia elétrica era artigo de luxo, portanto nada de facilidades, tudo era com muito trabalho, não existia freezer, tudo produzido na horta, os animais criados e abatidos por nós, todos os alimentos tinham que ser frescos, a comida era maravilhosa, os clientes faziam questão de viajar muitos quilômetros para saborear as delicias que saia daquela cozinha… e assim fui crescendo no meio dessas panelas, fiquei até meus 18 anos. Mas precisava estudar, voltei para o Brasil e retornei aos estudos, estava muito atrasada, no quinto ano ainda, bom estudei com vontade e não dei trégua para o desanimo, fiz magistério, fui trabalhar com pré-escolar, depois veio faculdade de pedagogia e pós-graduação em psicopedagogia, sempre trabalhando como professora, a cozinha ficou no passado. Com 29 anos voltei morar com meus pais no Paraguai, lá fui trabalhar em uma empresa agrícola, aprendi tudo sobre agricultura, uma experiência que coloco em minhas aulas hoje.

Nesse tempo meu pai, Seu José, resolveu abrir outro restaurante, mas para uma de minhas irmãs que morava no Brasil, fiquei muito feliz, e lá estava eu metida novamente no meio das panelas, acabou sobrando para mim, montar todo o restaurante. Ahhh quanta besteira fiz, hoje vejo…rsss, agora percebo o que a falta de conhecimento da teoria  faz a gente cometer muitos erros. Depois de pronto, costumava ir dar uma mãozinha na cozinha, no cardápio, no salão em fim vivia metida por lá. Mas como tinha muitos afazeres na empresa de agrícola e também estava ajudando a organizar uma escola direcionada aos filhos dos imigrantes que lá viviam, meu tempo era muito corrido, então me afastei do restaurante. E mais uma vez meu prazer ficou de lado. Até que em final de 2005 resolvi que deveria dar uma chance a mim mesma, e tomar outro rumo para minha vida. Nas férias de final do ano, passeando pelo Rio Grande do Sul, no saguão de um hotel, folheando uma revista, encontrei um anuncio de uma escola de gastronomia italiana em Flores da Cunha no RS, o ICIF.

Ahhh não tive dúvidas, cheguei das feiras nos primeiros dias de janeiro de 2006, pesquisei sobre o curso de gastronomia (pois nesta época nem sabia que existia graduação nessa área) e descobri que tinha um curso em Maringá. Mandei meu diploma da primeira faculdade, consegui uma vaga, pedi demissão na empresa onde fazia 10 anos que trabalhava, desmontei minha casa, arrumei meus pertences dentro do meu carro e voltei para o Brasil no final de Janeiro de 2006. Feliz da vida!!!  Me dediquei por 3 anos em tempo integral e  exclusivamente aos estudos da gastronomia, fiz graduação e pós-graduação,participava de todos os projetos que o curso oferecia, estágios em diversos restaurantes de todos os níveis, fui monitora nas aulas práticas de cozinha do curso de turismo. Foi então que decidi unir minhas duas formações a de professora e de gastrológa e me preparei para quando terminasse os estudos planejados, me tornaria uma professora de gastronomia. Terminando a graduação e a pós, fui fazer o curso que tanto queria, o curso de Chef no ICIF, exclusivo da cozinha italiana,  em Flores da Cunha, simplesmente me apaixonei ainda mais pela cozinha e aproveitei as oportunidades que a escola ofereceu em relação aos estágios, sai da escola direto para o estágio dos sonhos de qualquer estudante de gastronomia, no restaurante D.O.M. do admirável Chef Alex Atala.

  Realmente tudo parecia mágico, aprendi muito nesse período e percebi que uma cozinha bem elaborada é possível sim. Quando o estágio acabou final de 2008, retornei a Maringá, agora sim com uma bagagem enorme, mas desempregada, um desespero bateu sem tamanho, e agora o que fazer???? Eu sabia que queria ministrar aulas, então comecei a mandar currículos para todas as faculdades de gastronomia que encontrei pela frente.  Com apenas vinte dias de espera a primeira faculdade, a FAP de Apucarana entrou em contato para ministrar aulas no curso de Turismo, uma semana depois o curso de gastronomia da UNIFIL de Londrina, e 8 meses mais tarde eis que retorno como professora na mesma faculdade que me formei, no CESUMAR. Realizada e agradecida por ser indicada a esses trabalhos por minha amiga e colega de trabalho Mariana Martelli, e por meus professores Thiago Lopes, Marcos Mantovani e Fabiano Castro, que sempre me apoiaram e acreditaram em meu trabalho. Em 2010, recebi o convite da Faculdade UNIVEL de Cascavel, para estruturar o curso de gastronomia que gostariam de abrir, e em 2011 assumi a coordenação do curso e estou até hoje, fazendo com carinho e dedicação o trabalho que tanto gosto, ensinar aqueles que desejam entrar nesse mundo fascinante que é a gastronomia.

Em 2012, a vida me reservou uma surpresa, para completar minha vida colocou em meu caminho uma pessoa especial, Angelo Omar, uma pessoa que veio devagarzinho e de mansinho completou meus dias, me trazendo paz, amor e muito mais alegria. Temos a mesma profissão, somos gastrologos e professores, e conseguimos dividir muito bem o fogão, se eu coloco o sal ele vem com a pimenta. E assim vamos temperando nossa vida, com muito amor e muitos sabores.

 No ano passado em férias de uma semana com minha mãe, eu e ela, cozinhando todos os pratos que costumava fazer para nós quando criança, principalmente o seu pão, que é maravilhoso e não tem igual. Cresci vendo minha mãe fazer tudo isso, mas poder acompanhar e ajudá-la agora com todo o conhecimento que adquiri nesses anos, foi uma experiência sem igual. Pois essas preparações além de ser o alimento para o corpo, são também  o alimento da alma, a história viva de uma vida, de uma família . A linha que estudo na gastronomia é a cozinha clássica, gosto das tradições e procuro mantê-la sempre nas minhas preparações, cozinha italiana é minha paixão.

O prato que me fez mais sucesso foi o meu predileto o Risoto com Verza e Salsiccia. Falando assim geralmente as pessoas torcem o nariz…rssss, mas depois que provam viram fregueses e sempre querem reprise. É um prato com ingredientes simples, mas com um sabor intenso e isso que faz ser o prato ser sucesso. Amo muito observar a expressão de surpresa que tais ingredientes tão simples podem proporcionar a quem prova. Eu tenho um sonho em minha vida que é concretizar a “Pousada dos Sonhos”, onde eu poderei colocar em pratica tudo que aprendi até hoje e que vem sendo planejada há anos. A regulamentação da profissão do gastrólogo  é muito importante, pois, já passou da hora da nossa classe se organizar e ter direitos legalizados. É preciso essa união para acabar com os abusos e a exploração da mão de obra. Bem como reconhecer e aparar o bom profissional que trabalha de forma legal e consciente.